Tumor Cerebral

tumor cerebral 2Denomina-se tumor cerebral ao aglomerado de células que se multiplicam desordenadamente no cérebro, formando uma massa. O tumor cerebral se classifica em benigno (não canceroso e com a mínima chance de se disseminar) ou maligno ( com grandes chances de fazer metástase). Tanto o benigno como o maligno são graves e oferecem perigo, porque seu crescimento comprime o cérebro, provocando lesões em outras áreas.

Quanto à categoria, os tumores cerebrais são primários e secundários. Os tumores primários têm origem no tecido cerebral e podem ser benignos ou malignos e se classificam de acordo com o tecido pelo qual são originados.

GLIOMAS: São tumores cerebrais primários muito comuns e se originam do tecido glial do cérebro, que é considerado um tecido de suporte. Estão incluídos nos tumores gliomas, os astrocitomas, os glioblastomas, os oligodendrogliomas e os tumores ependimatosos.

* Meduloblastomas: São tumores que se originam de células embrionárias jovens, geralmente acometendo crianças.tumor cerebral 1

Meningiomas: São tumores que estão intimamente ligados ao tipo de célula que reveste as membranas que envolvem o cérebro e a medula dorsal. A maior parte deles é benigna, mas poderá retornar, (voltar) ou poderá ser maligno.

Glioblastoma Multiforme: É um tumor de alto grau, invasivo, podendo também se originar de gliomas de baixo grau.

Linfomas: São tumores que se originam dos linfócitos, frequentemente em outras partes do corpo, mas também pode se formar dentro do cérebro ou da medula espinhal.

Um tumor cerebral também pode ser um câncer que se disseminou para o cérebro, tendo se originado em outra parte do corpo. São as classes de tumores secundários (ou metastáticos) e frequentemente surgem dos pulmões ou mamas. Quando ocorre esse acontecimento, o câncer secundário é igual ao câncer original. Um exemplo disso seria, câncer de pulmão que se propaga para o cérebro é reconhecido como câncer metastático de pulmão, porque as células do tumor originário é semelhante às células pulmonares anormais e não das células cerebrais anormais. Os tumores cerebrais secundários são mais comuns que os tumores cerebrais primários e surgem em mais ou menos em 25% das pessoas que têm câncer em outros locais.

De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, são diagnosticadas milhares de pessoas em todo mundo, podendo o câncer surgir em qualquer idade, mas sua incidência maior é em adultos entre 40 a 70 anos de idade e em crianças na faixa etária de 3 a 12 anos.tumor cerebral

SINTOMAS DO TUMOR CEREBRAL:

* Náuseas e vômitos

* Crises epilépticas

* Fraqueza muscular em membros superiores e membros inferiores

* Dificuldade para falar e se movimentar

* Incoordenação motora durante a marcha

* Alterações visuais ou mobilização anormal dos olhos

* Sonolência

* Dificuldade na memória e alteração da personalidade

Dependendo do seu tamanho e de sua localização no cérebro, os sintomas variam e podem ser ocasionados por várias causas, entre elas:

* Hipertensão intracraniana

* Lesão cerebral em determinada área do cérebro

* Edema e acúmulo de de fluidos em redor do tumor

* Hidrocefalia (aumento de líquido no cérebro), decorrente de acúmulo de líquido céfalo-raquiano (LCR) produzido no cérebro, que se aloja dentro do crânio.

DIAGNÓSTICO DO TUMOR CEREBRAL:

É feito mediante sintomas e história clínica pessoal e familiar, incluindo exame físico e neurológico. O exame neurológico vai testar os reflexos neurológicos, coordenação motora, sensibilidade tátil, térmica e dolorosa (resposta à dor) e o grau de força muscular. Será feito também exame de fundo de olho, para ver se há hipertensão intracraniana ou edema cerebral. Dependendo dos sintomas e exames realizados, o neurocirurgião poderá solicitar:

* Tomografia Computadorizada (TC)

* Imagem de Ressonância Magnética (IRM)

TRATAMENTO DO TUMOR CEREBRAL:

Depende do tamanho, local e tipo de tumor, da conservação da saúde e da idade do paciente. As principais modalidades de tratamento englobam: cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO:

O tratamento de fisioterapia se baseia na correção das alterações posturais e de equilíbrio, manutenção da força muscular, evitar contraturas, deformidades e complicações respiratórias, através de exercícios ativos, exercícios respiratórios, hidrocinesioterapia e uso de órteses (quando necessário).

Fonte: Minha Vida

Imagens: Bing.

 

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