Transtorno do Espectro Autista

Definição de transtornos do espectro autista

Os transtornos do espectro do autismo (TEA) são um grupo de distúrbios que incluem autismo, síndrome de Asperger, transtorno de desenvolvimento global não especificado e outros transtornos. Todos esses distúrbios afetam o modo como a criança se comunica e se relaciona com o mundo e as pessoas e os interesses que têm, na maioria restritos e repetitivos. https://go.hotmart.com/G12262830Y?ap=f421

De acordo com o grau do transtorno, existe grande variedade de comportamento, manifestando-se leves ou graves, com maior ou menor entrosamento e participação no cotidiano da família e maior ou menor comprometimento da fala.

Não se sabe corretamente a causa do autismo e dos demais transtornos incluídos no espectro do autismo. Alguns especialistas afirmam que as condições genéticas do início da gravidez e outras causas, contribuiriam para ocasionar esse tipo de síndrome.

Outros fatores, fora os genéticos que contribuiriam para o autismo: idade dos pais, exposição a fatores ambientais, como toxinas e o sexo do bebê, onde o autismo é mais frequente no sexo masculino, do que no feminino.

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Embora tenham surgido hipóteses de que as vacinas poderiam provocar o aparecimento do autismo, estudos de pesquisadores internacionais feitos nas últimas décadas descartaram a ligação destes distúrbios com as imunizações por vacina realizadas na  infância. Especialistas indicam que o percentual de autismo continua crescendo mundialmente.

Aproximadamente uma em cada 100 crianças é comprometida por um dos transtornos do espectro do autismo, mas os pesquisadores acreditam que o número deva ser maior.

Sinais e sintomas do autismo e dos outros transtornos do espectro autista:

Autismo: Crianças autistas têm dificuldades sociais, dificuldades de linguagem, comportamentos repetitivos e interesses obsessivos. Os sintomas costumam surgir antes de um ano de vida, mas não constantemente, até os 3 anos, incluindo algumas das características mencionadas a seguir:

Falta de resposta a sons, sorrisos, olhares e outras expressões faciais

Ausência de gestos e elaboração de sons e balbucios até 1 ano de idade;

Atraso ou perda na habilidade de falar, balbuciar ou se expressar em qualquer idade;

Dificuldade de usar ou entender comunicação não-verbal, como expressões faciais, posturas ou gestos;

Recusar o contato visual (desvia os olhos quando a encaramos);

Desinteresse em se relacionar com outras crianças;

Falta de interesse em compartilhar preferências e conquistas com pessoas próximas, por exemplo, apontar para um brinquedo que vai ou quer brincar;

Falta de entronização com pessoas ao redor e desinteresse de expressar emoções;

Fala com frases repetitivas ou peculiares;

Incapacidade brincadeiras de brincadeiras de imitar;

Interesses obsessivos, como por trens, carros, lápis de cor, dinossauros, lâmpadas, bocais, interruptores, etc.;

Grande frustração em pequenas mudanças no ambiente ou no cotidiano;

Fixação em pequenos rituais ou rotinas;

Movimentos corporais repetitivos, como bater as mãos, subindo e descendo os braços como se fosse voar, projetando o tronco para frente e para trás, rodando em círculos ou andando para um lado e para outro;

Preocupação exagerada com as partes de um objeto, por exemplo, as rodas de um carro, a hélice de um helicóptero, no lugar de dar preferência para as brincadeiras;

Reação diferente ao gosto, cheiro ou visão de alguma coisa que foi percebida;

Limitação nas habilidades motoras, como dificuldade de segurar um giz de cera ou de correr.

Síndrome de Asperger: Crianças com diagnóstico de Asperger costumam ter dificuldade social, interesse exagerado por uma única atividade, assunto e comportamentos repetitivos ou tiques, mas sua comunicação verbal não é afetada.

Normalmente percebe-se sinais de Asperger em uma criança que já tem rotina escolar regularizada, tendo oportunidade de interagir com outras crianças de mesma faixa etária, porque geralmente ela não “entende” como brincar, fazer amigos, perceber o que os outros querem ou não e sinais de atraso no desenvolvimento social.

Nos Estados Unidos, a classificação de Autismo e Síndrome de Asperger não é mais feita em separado, são diagnosticados como transtornos do espectro do autismo.

Existe tratamento para autismo?

O autismo é um transtorno que ainda não foi totalmente esclarecido pelos estudiosos, havendo sempre o aparecimento de novas descobertas. O que se conhece até agora é que o autismo deve ser tratado o mais precocemente possível com rotinas e terapias específicas para cada caso, incluindo a participação de pediatras, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, além de professores especializados e pais.

Ao procurar terapias, procure se certificar de que o profissional é capacitado para lidar com crianças autistas.

As mudanças de comportamento são maiores quando as terapias de tratamento são iniciadas cedo.

Tipos de terapia adequadas para o tratamento do Transtorno do Espectro do Autismo:

Terapia comportamental: auxilia a criança a desenvolver comportamentos mais próximos do normal, relacionar-se socialmente, pedir algo fixando o olhar, esperar a vez de falar, eliminar comportamentos anormais, como ações repetitivas, o desinteresse pelas emoções de outras pessoas, as mesmas perguntas, ajuda a criança a conhecer e ter domínio de suas emoções.

Terapia ocupacional: para melhorar a coordenação e trabalhar nas  dificuldades sensoperceptivas.

Fonoaudiologia: com a finalidade de melhorar a linguagem verbal e a capacidade de conversar.

Terapia familiar: ensina aos pais e irmãos técnicas comportamentais para serem usadas nas conversações com a criança autista.

De acordo com o caso, o uso de medicamentos especiais também é indicado, para conter comportamentos agressivos ou que a própria criança se machuque.

Crianças autistas muitas vezes apresentam insônia, depressão, hiperatividade, ansiedade, convulsões, necessitando, dependendo das circunstâncias, tomar remédios sob a orientação do psiquiatra ou neurologista. O tratamento com o autismo ou outros transtornos do espectro pode ajudar a aliviar alguns dos sintomas.

Para mais esclarecimentos e apoio, procure a Associação de Amigos do Autista ou troque ideias  com outras famílias que têm crianças autistas ou transtornos do espectro autista.

Considerações Finais:

Meu filho caçula é autista. Comecei a perceber seu transtorno aos 4 meses, porque o filho do meu vizinho tinha um filho da mesma idade e ele era mais familiarizado com as pessoas, em comparação com Saulo, meu filho. Depois daí minha suspeita foi aumentando, até chegar ao diagnóstico elaborado pela equipe de terapias da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO), onde ele foi acompanhado por um bom tempo.

Quando criança ele tinha um interesse obsessivo por carros, mas sempre desmontava para montar de novo até quebrar. Aos 5, 6 anos ganhou uma bicicleta do pai e conseguiu desmontar e montar; logo após passou a desmontar móveis, cadeira, mesa e até cama. Conseguiu armar um quebra-cabeças com 100 peças.

Atualmente, a fixação dele é por eletricidade: lâmpadas, bocais, interruptores, tomadas. Frequentou muitas escolas que ajudaram muito a melhorar o seu comportamento agitado. Ele é calmo, mas temos que saber o modo de lidar com ele e nunca discordar da vontade que ele tem por certos objetos, mesmo que depois não satisfaça sua vontade. O certo é satisfazer, porque depois ele pode se agitar, ao ver o tempo passar e ele não conseguir atingir seu objetivo.

Saulo gosta de pintar e desenha muito bem. Não é alfabetizado, mas às vezes, reconhece tão bem as marcas de produtos, que chega a dar a impressão que ele sabe ler.

Fonte: Pesquisa online

Imagens: Bing

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