Paralisia Cerebral (PC)

pc 1Paralisia Cerebral (PC) é resultado de lesão ou mau funcionamento do encéfalo, de caráter não progressivo e existindo desde o período  neonatal. A deficiência motora se expressa em padrões anormais de postura e de movimentos, associados a um tônus postural anormal. A lesão que atinge o cérebro ainda imaturo interfere no desenvolvimento motor normal da criança.

É importante compreender o desenvolvimento motor normal da criança para entender melhor a natureza das dificuldades motoras dela com paralisia cerebral.

A paralisia cerebral pode surgir no período pré-natal, decorrente de má formação cerebral, rubéola,, HIV, etc; no período perinatal, durante o nascimento, por parto demorado, cordão umbilical circulado, anóxia (falta de oxigênio) e hipóxia (diminuição de oxigênio) e no período pós-natal, por queda, acidente, atropelamento, semi-afogamento, espancamento.

DESENVOLVIMENTO MOTOR NORMAL:

1- Depende de um mecanismo reflexo postural normal, que não está presente no nascimento e que, com o tempo, torna-se altamente complexo e variado. As reações de retificação, de equilíbrio e outras reações adaptativas e de proteção, pertencem e esse grupo.

2- Inibição de algumas respostas dos recém-nascidos, processo associado à maturação do cérebro, como o reflexo de Moro, flexão tônica dos dedos, reflexo de afastamento, permitindo a execução de andar.

DESENVOLVIMENTO MOTOR NA PARALISIA CEREBRAL:

pc 3A lesão da paralisia cerebral interfere no desenvolvimento ordenado, ocasionando um retardo ou parada de desenvolvimento:

1- Um mecanismo reflexo postural mal desenvolvido, como o descontrole de cabeça, a falta de rotação do eixo do corpo, a falta de equilíbrio e outras reações adaptativas, interferem no desenvolvimento motor da criança.

2- Uma falta de inibição  que se observa na persistência prolongada dos padrões primitivos na primeira infância.

FORMAS CLÍNICAS DA PARALISIA CEREBRAL (PC):

1- Quanto ao tônus muscular:

* PARALISIA CEREBRAL ESPÁSTICA: Predomina em 75% dos casos e divide-se em:

TETRAPLEGIA: É a mais frequente e mais grave, só estando superada pela forma de PC em que há rigidez (forma mais grave de tetraplegia). Neste tipo de paralisia cerebral a criança apresenta descontrole cervical, ausência de sedestação, de engatinhar, andar e deglutir. Acomete os 4 membros.

HEMIPLEGIA: Incide em 20% dos casos e acomete apenas um dos lados. É menos grave que a tetraplegia.

DIPLEGIA OU PARAPLEGIA: Tem incidência em 17,7% dos casos, onde os distúrbios motores e de tônus muscular, afeta os membros inferiores. É menos grave que a tetraplegia.

* PARALISIA CEREBRAL ATETÓSICA: É encontrada em 16,9% dos casos; caracteriza-se pela criança apresentar movimentos semelhantes a coreia em repouso e movimento.

* PARALISIA CEREBRAL ATÁXICA: É caracterizada pela incoordenação motora em repouso e movimento.

* PARALISIA CEREBRAL MISTA: Caracteriza-se pela combinação das formas anteriores, sendo mais frequentes a atetose, a tetraplegia e a ataxia.

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO DA PARALISIA CEREBRAL (PC):

pc 2Conduta Terapêutica: Consiste em inibir a atividade reflexa anormal e tentar normalizar o tônus muscular, facilitando o movimento e consequentemente melhorando a força muscular, aumentando a amplitude dos movimentos articulares e regularizando os padrões motores.

Cinesioterapia passiva realizada com cuidado e diariamente, com a finalidade de fortalecer os grupos musculares comprometidos.

O método neuro-evolutivo baseado nas técnicas de Bobath tem sido ainda muito usado, tendo se conseguido um melhor controle postural, levando em consideração: enfoque biomecânico, enfoque neurofisiológico, enfoque do desenvolvimento e enfoque sensorial.

Atualmente está sendo muito usado o tratamento da paralisia cerebral com células tronco e uma brasileira fez tratamento na China, custeado por internautas, obtendo melhoras significativas. Aqui no Brasil já estão sendo muito usadas.

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Fonte: Portal da Educação.

Imagens: Bing.

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