Glioblastoma Multiforme (GBM)

GBM 1Glioblastoma multiforme (GBM) é um tumor cerebral primário muito comum e considerado o mais agressivo encontrado no ser humano. Ele é formado por células da glia. Este cancro constitui 52% de todos os tumores cerebrais parenquimatosos. Sua frequência é maior em adultos, na faixa etária de 35 a 70 anos. Não é de caráter familiar.

Entre os cânceres do sistema nervoso central, o glioblastoma multiforme é o de pior prognóstico, só ficando atrás dos gliomas de tronco cerebral. Seu prognóstico é sombrio, com uma média de sobrevivência de mais ou menos 14 meses.

SINAIS E SINTOMAS DO GLIOBLASTOMA MULTIFORME (GBM):

Os principais sintomas do glioblastoma multiforme (GBM) são náusea,convulsão, vômito, dor de cabeça e hemiparesia. Devido ao comprometimento do lobo frontal ou temporal, o sintoma mais relevante é o déficit de memória, personalidade ou neurológico progressivamente. Os tipos de sintoma que são produzidos, variam de conformidade com a localização do tumor, mais do que com as suas características destrutivas. O tumor pode produzir de imediato os sintomas já descritos, mas em certas ocasiões, ele poderá se apresentar assintomático até atingir uma maior proporção.

DIAGNÓSTICO DO GLIOBLASTOMA MULTIFORME (GBM):

GBM2Através de uma ressonância magnética (RM), o GBM apresenta-se como lesões com realce em anel, semelhante a outras lesões como abscessos, metástases e esclerose múltipla, daí o diagnóstico pela ressonância magnética não é definitivo.

o diagnóstico definitivo do glioblastoma multiforme é a biópsia estereotática ou a craniotomia com a retirada do tumor e a confirmação da patologia tumoral.

PATOGÊNESE DO GLIOBLASTOMA MULTIFORME (GBM):

O aparecimento do glioblastoma é no cérebro, mais detalhadamente nos astrócitos, que são células que desempenham algumas funções na área nobre do ser humano. Um tumor, tendo sua origem nos astrócitos, ele é considerado um astrocitoma. O glioblastoma é um  tipo de astrocitoma mais agressivo que existe, com grau de malignidade muito avançado (grau IV), altamente agressivo. Ele ocorre com mais frequência em adultos, na faixa etária de 35 a 70 anos, mas pode aparecer em outras idades com menor percentual.

O glioblastoma é um tipo de tumor que se desenvolve rapidamente e mesmo depois da cirurgia para sua retirada, ele continua a crescer. Há também infiltração de células tumorais isoladas no cérebro que aparentando estar normal, penetram cerca de 7cm de profundidade. Mesmo que a cirurgia retire 99,99% do tumor, ele volta a crescer, por causa da infiltração, multiplicando-se novamente e em cerca de 30 dias, volta ao tamanho que era antes.

TRATAMENTO DO GLIOBLASTOMA MULTIFORME (GBM):

Existem várias substâncias que têm o poder de inibir ou bloquear o crescimento do tumor e usando esse recurso é que se usam esses métodos alternativos. Geralmente são utilizados após a cirurgia, começando junto com o protocolo padrão de tratamento.Outro fator importante é a procura dos recursos solicitados pelo glioblastoma, que englobam em sua maioria novos vasos sanguíneos ( que trasportam nutrientes, oxigênio, etc.) e uma das características do tratamento alternativo é exatamente inibir a angiogênese (produção de novos vasos). Remédios que inibem a enzima COX-2, possuem esta característica. Demais substâncias também são utilizadas, com funções citotóxicas para o glioblastoma.

No ano de 2009, a substância quimioterápica mais usada é a TEMODAL (temozolomida), que tem como atuação básica, intoxicar o organismo, inclusive as as células do tumor. O custo desse tratamento é alto, porém existem recursos legais para consegui-lo. Essa droga é nova e com poucos efeitos colaterais, porém possui efeitos limitados. É um fato que a intenção da droga é aumentar o tempo de vida do paciente, que se chama “Progression Free Survival” (PFS).O PFS significa “Tempo de Vida sem Progressão” do glioblastoma, que é um problema imenso. Atualmente, é indicado para os GBM com recidiva, quer dizer, para todos os tumores após cirurgia, pela qual contribui para a citoredução, que significa redução da quantidade de células do tumor, acrescentado de radioterapia e/ou quimioterapia, mas não está aprovado oficialmente como terapia inicial. O tratamento é contraindicado para gestantes, mulheres no período de amamentação e pacientes com mielossupressão. As células acometidas possuem caracteres especiais, com atividade semelhante às células fetais, cujo crescimento é bastante rápido. Genes que se encarregam da apoptose (morte celular programada), normalmente se apresentam inativas, beneficiando o GBM.

Existem muito raros casos de metástase e também casos inoperáveis, ficando na dependência da região do cérebro em que o tumor se encontra, profundidade do acometimento, risco de aparecimento de sequelas súbitas e outros problemas, como idade do doente, história clínica, etc.

A fisioterapia desenvolve um papel importante no paciente com GBM, que geralmente possuem sequelas neurológicas como a hemiplegia. O tratamento fisioterápico ajuda a prevenir contraturas, deformidades, melhora a força muscular e a coordenação motora.

PROGNÓSTICO DO GLIOBLASTOMA MULTIFORME (GBM):

GBM3Não existe cura para o GBM, mas existem terapias alternativas que auxiliam o tratamento de rotina, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia), que poderão prolongar o tempo de sobrevida dos pacientes portadores desse tumor extremamente agressivo para mais de um ano.

A sobrevida após o diagnóstico em pacientes sem tratamento, é de mais ou menos 3 meses, porém com o tratamento, esse tempo se prolonga para 1-2 anos normalmente. Pacientes idosos com mais de 60 anos, têm o pior prognóstico de risco. A morte é ocasionada por edema cerebral ou hipertensão intracraniana.

Fonte: Wikipedia

Imagens: Bing.

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