Transplante de Órgãos

transplante de org 3Entende-se por transplante, também conhecido por transplantação à transferência de órgãos vivos de um organismo para outro, cuja função é restabelecer a atividade perdida do paciente que recebe o transplante.

Existem dois tipos de transplante:

TRANSPLANTE AUTÓLOGO: É o tipo de transplante em que as células, tecidos e órgãos são retirados da própria pessoa e colocados em outro local do corpo.

TRANSPLANTE ALOGÊNICO: É o tipo de transplante em que células, tecidos e órgãos são retirados de uma pessoa (doadora), para ser implantada em outra pessoa ( receptora).

Na maior parte dos transplantes, é feita a retirada de órgãos de pacientes mortos recentemente, porém existem casos em que se retira o material de um doador vivo, oferecendo menos risco de vida ao receptor.

É difícil se encontrar um doador vivo para o transplante e nem todos os órgãos do corpo humano poderão ser retirados.

Também poderá existir o risco de rejeição, quando o sistema imunológico do receptor do órgão, cuja função é defender o organismo de ameaças como vírus, bactérias, metástases entre outros, não reconhece o novo tecido ou órgão e fica produzindo anticorpos contra ele. A rejeição poderá destruir o órgão transplantado e até levar à morte do paciente transplantado.

Para não correr o risco de rejeição, o transplante deverá ocorrer após a confirmação de compatibilidade do sangue e antígenos do doador e receptor para que o transplante tenha o sucesso esperado.

Mesmo que os pacientes apresentem alta compatibilidade, os tecidos apresentam rejeição, dai a necessidade do uso de imunossupressores, em que na maior parte dos casos, deverão ser usados por toda vida.

Os transplantes autólogos não oferecem risco de rejeição, por se tratar de um mesmo código genético, já que o material é do próprio organismo, ou seja, da mesma pessoa.

ÓRGÃOS MAIS UTILIZADOS EM TRANSPLANTES:transplante de org. 1

Transplante de medula óssea, transplante de rim, transplante de fígado, transplante de coração, transplante de pulmão e transplante de pâncreas. Ainda são usados: intestinos, córneas, pele, ossos, válvulas cardíacas e tendões. Nos Estados Unidos, a medicina está tendo êxito com transplante de rostos e parte dos membros, mãos e pernas.

Pacientes que têm insuficiência renal podem ser submetidos ao transplante como uma opção para hemodiálise. A doação do órgão poderá ser feita por doador vivo, já que cada pessoa tem dois rins e a retirada de um rim, não acarreta mudanças no organismo. A cirurgia consiste no enxerto do órgão, conexão dos vasos sanguíneos e do sistema urinário do paciente receptor do rim.

O transplante de fígado deverá ser feito quando o órgão perde seu funcionamento normal. Em certos casos existe a possibilidade de enxerto de fígado em 20% a 60% retirado de um doador vivo, sendo mais comum quando o receptor é um bebê ou uma criança. O fígado tem grande capacidade de regeneração, por isso, 90% dos casos são bem sucedidos e tendem a mostrar seu volume normal.

Intervenções envolvendo o coração são recomendadas para pacientes com patologias cardíacas graves que não podem ser tratados com medicamentos que foram usados em outras cirurgias. Existem condições em que uma doença de pulmão levará a uma alteração do coração. Nesse caso, deverá haver uma combinação para o transplante dos dois órgãos. O transplante de pulmão, em caso de doador vivo, será apenas um lado; se o doador for falecido, o paciente receberá os dois lados. Com a finalidade de prevenir complicação como o diabetes, também deve ser realizado o transplante de pâncreas.

O transplante de medula óssea, antes era realizado para tratamento da leucemia e algumas doenças do sangue. Atualmente esse transplante é utilizado para outros tipos de câncer em que os pacientes realizam quimioterapia e radioterapia. A medula óssea poderá ser obtida de um doador vivo que seja compatível com seu receptor.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES SOBRE TRANSPLANTE:transplante de org. 2

No Brasil, o transplante de órgãos só pode ser feito, se um ou mais membros da família do falecido autorizar o procedimento, mesmo que o paciente em vida tenha manifestado o desejo de doar os órgãos. É importante que a família concorde o quanto antes para que o tempo de retirada do órgão e o transplante seja o mais rápido possível.

O maior tempo que coração e pulmões fiquem fora do corpo é de 4 a 6 horas. Do fígado, o tempo é menor (12 a 24 horas) e dos rins o tempo máximo é de 48 horas. Os pacientes com tipo sanguíneo O demoram mais para receber o transplante, porque vão depender de um doador com o mesmo tipo de sangue.

Em 2005 foi realizado o primeiro transplante parcial de rosto em uma mulher que havia perdido o nariz, lábios e queixo. Foram implantados nela, pele, gordura e vasos sanguíneos.

O primeiro transplante total de rosto foi realizado em 2010, onde foram enxertados pele, músculos, nariz, lábios, maxilar superior, dentes, ossos da face e da mandíbula. Também já estão sendo realizados os transplantes de mãos e pernas.

Pesquisas recentes com células saudáveis do pâncreas, mostram que esse método poderá no futuro servir para a realização de transplante total desse órgão.

Cientistas já conseguiram gerar células do fígado a partir de células- tronco da pele e regenerar as partes que sofreram lesão.

Cientistas também reprogramaram células não musculares adultas para serem as células musculares cardíacas, demonstrando a possibilidade de um dia no futuro, qualquer célula do nosso corpo, ser capaz de regenerar um órgão ou defeito, sem ser necessário o transplante.

Imagem de Amostra do You Tube

Fonte: Pesquisa online

Imagens: Bing.

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